A eleição de Jair Bolsonaro deixou no ar uma onda de preocupação, principalmente entre as comunidades LGBT, negra, de mulheres e povos indígenas. O que vai acontecer a partir do momento que o novo mandatário do Brasil subir a rampa do Planalto?

Apesar do receio, o ministro Luís Roberto Barroso declarou que, caso haja perseguição às minorias, elas contarão com uma defesa importante e unida no Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista a coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo, Barroso declarou que o Supremo pode até divergir sobre assuntos, como o combate a corrupção, porém quando se trata dos retrocessos e direitos civis, a proteção de direitos fundamentais deve unir as correntes distintas do STF.

“O Supremo pode ter estado dividido em relação ao enfrentamento da corrupção. Muitos laços históricos difíceis de se desfazerem, infelizmente. Mas em relação à proteção dos direitos fundamentais, ele sempre esteve unido”, disse.

O ministro declarou ainda que, ao longo da história STF, sempre se manifestou em defesa das “mulheres, dos negros, dos gays, das populações indígenas, de transgêneros, de liberdade de expressão”.

Prova disso foi a liminar que o STF concedeu frente ao episódio envolvendo a proibição de manifestação em universidade de Juízes de tribunais eleitorais. Enquanto os juízes censuraram manifestações contra o fascismo e em defesa da democracia em universidades pública, o Supremo determinou a suspensão da censura e autorizava as manifestações. “Por essa razão, não creio que haverá retrocesso”, disse.

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