No programa Raul Gil deste sábado (3), o jornalista Felipeh Campos defendeu Jair Bolsonaro no quadro “Para quem você tira o chapéu” e fez declarações que repercutiram nas redes sociais. O ex-participante da sétima edição do reality show ‘A Fazenda’ disse não acreditar que exista homofobia.

“Eu tiro o chapéu para o Bolsonaro. Muita gente em casa pode estar dando pulos no sofá ou talvez achando que eu esteja completamente maluco. Acho que quando você só olha o seu lado ou lado de outras militâncias, você pode ficar burro. Muito se fala sobre homofobia. Eu não acredito em homofobia. Acredito que não temos que nos colocar dentro de uma minoria. Eu dentro da minha sexualidade, e daquilo que escolhi para mim, não me apresento dizendo ‘Prazer, sou Felipe, gay’, me apresento dizendo ‘Sou Felipe, jornalista’”, disse Felipeh.

O colunista ainda afirmou que Jair Bolsonaro chegou em um momento em que os brasileiros estavam precisando ouvir algumas verdades.

“A gente vinha numa história, onde o Brasil estava se tornando um grande câncer. O Brasil estava precisando de quimioterapia. O Brasil está precisando de tratamento de choque. De alguém tentar e colocar tudo nos trilhos”, completou.

O colunista de celebridades ainda criticou Xuxa Meneghel e revelou um atrito com a apresentadora por conta de  discussão política nas redes sociais.

“Há mais ou menos um mês, tanto a filha dela, a Sasha, como a Bruna Marquezine, começaram a entrar numa discussão política. Eu fui no meu Instagram e fiz um vídeo dizendo que eu não concordava com a atitude delas se posicionarem daquela forma”, disse ele criticando o fato de Sasha não morar no Brasil e Marquezine estar sempre na Europa.

E continuou: “Então você atacar ou falar algo para não promover uma mudança no país porque ouviu falar que fulano, ciclano, beltrano não é aquilo que a gente imagina… Você tem que falar com categoria. More aqui, more de verdade. Precise de hospital como todas essas do auditória precisam. Precisem de habitação ou de tudo aquilo que nós precisamos aqui no país. O que a Xuxa fez? A Xuxa me respondeu da seguinte forma: ‘Quem esse cara pensa que é, com essa cara esquisita, essa sobrancelha esquisita?’”, contou.

O jornalista, que está passando por um tratamento contra o câncer, classificou a postura da apresentadora da Record de baixa. “A Xuxa teve coragem de mexer ainda mais com a autoestima de uma pessoa que está passando por um tratamento oncológico. Onde cai a sobrancelha, onde mulheres e homens ficam carecas, onde existem efeitos colaterais horríveis. E ela fez questão de ir nesse ponto. Em nenhum momento eu falei de aspectos físicos da filha dela ou da Bruna Marquezine. Eu falei sim, e emiti minha opinião em cima do que a Sasha e que a Bruna Marquezine falou sobre política”, explicou.

Vale lembrar que o Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo.  A cada 19 horas, uma pessoa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, trans e travestis) morre vítima de violência.

Um relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), entidade que levanta dados sobre assassinatos da população LGBT no Brasil há 38 anos, registrou 445 homicídios desse tipo em 2017. O número aumentou 30% em relação ao ano anterior, que teve 343 casos.

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