Outubro é o mês mais movimentado nas academias porque é quando começa, para muita gente, mais um “projeto verão”. Só em Santos, 284 empresas são cadastradas como atividade de condicionamento físico, o que inclui professores particulares e assessorias esportivas. Por isso, a dificuldade do consumidor vira escolher a melhor alternativa. É tanta opção que, se a cada dia útil de 2018 uma empresa cadastrada fosse visitada, ainda sobrariam 32 para 2019.

Para não tornar a malhação uma corrida de obstáculos entre uma escolha e outra, algumas dicas são essenciais. Quem explica é a professora de Atividades de Academia do curso de Educação Física da Universidade Metropolitana de Santos de Santos (Unimes), Cassia Campi, também coordenadora da R4 Academia.

Segundo ela, preço não deve ser o principal motivador do aluno. Há muitos estabelecimentos que colocam a mensalidade lá embaixo, mas exigem uma fidelidade que o aluno não cumprirá. Vale avaliar o custo benefício em razão de outros detalhes. Um é a proximidade da residência, conta ela.

“Não que precise ser do lado de casa, mas o fácil acesso é primordial para que não seja um motivo para falta. Muita gente se inscreve mas se esquece que terá que ir de carro, e nos arredores é difícil estacionar, por exemplo”, diz.

Nesse mesmo sentido outra dica é verificar a infraestrutura oferecida. Caso o exercício seja feito num intervalo do trabalho, por exemplo, a orientação é ver se há chuveiros suficientes para um banho antes de retornar, mesmo em horário de pico.

Sem deslumbramento

Outra dica é não se deslumbrar com equipamentos de última geração. “Eles precisam estar em bom estado de conservação e em quantidade e variedade que permita ao professor dar uma boa aula”, afirma Campi. No entanto, o número de profissionais que acompanham o aluno pode ser o diferencial. “Existiu um boom de academias low cost (preço baixo), que apesar de terem números muito grandes de equipamentos, não têm o
equivalente em professores. Chega a 40, 50 alunos por professor e essas academias primam, às vezes, por não dar instrução mesmo. O professor passa um treino por mês e depois o aluno só recebe correção”, conta ela, lembrando que não existe regulamentação para restringir número de alunos atendidos por educador físico.

Categorias

No Fitness Brasil deste ano, um dos maiores eventos sobre atividade física no País, foi calculado que a estimativa de atendimento dessa linha de academias é de 30 alunos atendidos por hora, para cada professor. Já na chamada categoria de academia boutique, mais caras, são em média quatro alunos por hora a cada professor.

João Barros, diretor da Faculdade de Educação Física e do departamento de Esportes da Universidade Santa Cecília (Unisanta), dá outro toque importante: saber quantos professores naquele horário são estagiários e quantos formados. Além de, também, o aluno cumprir seu dever de só ir à academia após avaliação médica.

“Precisa ser um serviço especializado que vise o bem estar e a promoção da saúde. Por isso, a primeira orientação é que o cliente consulte seu médico para uma avaliação física antes de começar. Se a academia não exige, desconfie”, diz.

Por último, os especialistas apontam para a necessidade de o local escolhido ter o perfil que a pessoa deseja, um local mais para atletas de alto rendimento ou um ambiente mais familiar. Não há certo ou errado. O ideal é ir onde a pessoa se sente bem para conseguir continuar depois do verão.

Fonte: A Tribuna

 

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