A cantora transexual, Jullyana Barbosa, foi covardemente agredida na manhã de sábado (6), em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, com gritos de homofobia e apologia ao candidato à presidência Jair Bolsonaro. Em entrevista ao site UOL, ela disse que o nome do candidato está sendo usado para justificar agressões ao público LGBT,sejam apoiadores do candidato ou não.

A cantora, que é ex-vocalista da Furacão 2000, já adota um “procedimento de segurança”por temer reações de homofobia, a mesma costuma andar pela rua somente pela manhã. Por isso, voltava para casa na manhã de sábado, quando passou por uma passarela em cima da Dutra, quando segundo ela, começou a ser ofendida com gritos homofóbicos.

Começaram a gritar ‘viado’, ‘lixo’. Falaram sobre doenças como AIDS, quando ela reagiu e disse: ‘Fala na minha cara’. Um dos homens que estava xingando pegou uma barra de ferro de segurar barraca e bateu na cabeça da vítima, que ficou tonta e caiu. “Botei a mão no pescoço e vi que estava cheio de sangue”disse a vítima.

Barbosa tomou 10 pontos na cabeça no posto médico. No início ela não quis registrar o caso por conta de vergonha. Mas, por incentivos de pessoas próximas e da Associação LGBT de Nova Iguaçu, ela foi registrar o caso na Polícia Civil. Ela fará exame de corpo de delito para verificar as agressões. Fotos a mostram toda roxa e com marcas na cabeça.

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