Autor de clássicos da teledramaturgia como Senhora do Destino, A Indomada e Pedra Sobre Pedra, Aguinaldo Silva também é um escritor bem-sucedido. Lançou quase 20 obras. Entre as mais recentes, 98 Tiros de Audiência e Turno da Noite – Memórias de Um Ex-Repórter de Polícia, esta última a respeito de sua experiência como jornalista.

Seu nome já foi citado como possível candidato a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Na semana passada, o dramaturgo, que é homossexual assumido, lançou um questionamento em seu perfil no Twitter.

“Perguntar não ofende, então eu pergunto: por que não tem nenhum gay, ou pelo menos nenhum que seja assumido, na Academia Brasileira de Letras? As mulheres levaram uma eternidade para conseguir entrar. E os escritores gays, até agora…”, escreveu no microblog.

Num tweet seguinte, Silva apressou-se em negar uma ‘autocandidatura’: “Quero deixar bem claro que, nessa história de gay na Academia Brasileira de Letras, não estou advogando em causa própria. Não sou da turma do chá, sou do vinho”.

Na mesma mensagem, ele alfinetou um xará igualmente famoso ao explicar por qual motivo não apoiaria um candidato homossexual na eleição da ABL. “Também não indicaria ninguém, pois o indicado pode imitar Agnaldo Timóteo e dizer que não é assumido nem desassumido”, satirizou.

Certa vez, o jornalista Felipeh Campos disse no Superpop de Luciana Gimenez: “Eu sou assumidamente gay, como o Timóteo também é”. O cantor, que participava da mesma pauta, o rebateu: “Está equivocado. Não exponho os meus romances, não exponho minhas relações, são privadas”.

Campos insistiu: “Pensei que você fosse assumido”. “Nem assumido nem desassumido”, respondeu o ídolo das canções românticas.

Como diria a própria Gimenez, ‘abafa’!

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