Na hora de viajar para um lugar desconhecido, é comum ter um monte de dúvidas, como a moeda, o clima, os hábitos, a comida. Mas os viajantes LGBT têm outra preocupação importante: a segurança. Alguns destinos possuem leis e hábitos intolerantes que podem transformar as férias em, no mínimo, uma dor de cabeça tremenda.

Para facilitar, o casal de blogueiras Gabi Torrezani e Fábia Fuzeti conta no blog Estrangeira diversas experiências de viagens e pesquisas de receptividade de público LGBT em cada país, além de indicar aplicativos e sites sobre o tema para programar as férias de forma segura. “O Google também ajuda muito. Sempre pesquisamos pelo nome do país + a palavra LGBT para conhecer as leis e a situação local antes de decidir visitar um destino”, explica Gabi.

Mesmo assim, ainda é possível se surpreender positivamente com algum destino –e quebrar preconceitos. Foi o que aconteceu em uma visita recente do casal a Belém, no Pará. “Não pesquisamos antes de ir porque imaginamos, erroneamente, que seria um lugar pouco receptivo”, assume Fábia. “Mas vimos muitos casais homoafetivos pelas ruas, de mãos dadas e se beijando. Dentro de uma farmácia, esbarramos com um rapaz usando batom tranquilamente, sem receber olhares repreensivos.”

Para celebrar essa diversidade e as boas surpresas, Gabi e Fábia contaram para o Viajala os cinco destinos LGBT favoritos do casal no mundo.

Madri, Espanha

“A Espanha, no geral, é um país bastante LGBT friendly. Escolhemos Madri por ser a capital, recheada de eventos e festas voltadas para esse público. Há um bairro super LGBT, Chueca, que concentra as baladas e bares. Lá, se vê mais casais homoafetivos de mãos dadas e se beijando na rua do que em Barcelona, por exemplo. Mas, de qualquer forma, nunca nos sentimos discriminadas em outras cidades espanholas. Também é importante citar Sitges, uma pequena cidade litorânea localizada a 40 minutos de Barcelona. É visitada predominantemente por gays homens, com praia de nudismo e um dos maiores carnavais gays da Europa.”

Buenos Aires, Argentina

“A Argentina foi o primeiro país da América Latina a oficializar o casamento homoafetivo. Lá, também existe uma lei de identidade de gênero que garante direitos às pessoas trans. Buenos Aires está investindo bastante em campanhas para incentivar o turismo LGBT. Tem até um hotel apenas para o público gay (além de muitos outros LGBT friendly). A vida noturna é super agitada. Nós fizemos um Pub Crawl LGBT e foi super legal. Também há uma cena interessante de Tango Queer com milongas e um festival que acontece em novembro, junto com a Marcha do Orgulho Gay.”

Berlim, Alemanha

“Berlim é uma cidade que celebra a diversidade e a liberdade em todos os âmbitos. Os bairros Schoneberg e Kreuzberg são os mais friendly com muitas opções de bares e baladas. Na cidade, tem um Museu da Sexualidade e também o Memorial às vítimas homossexuais do holocausto. Em Berlim, você pode ser quem você é. Nos sentimos supertranquilas como um casal de lésbicas: ninguém olha, ninguém liga.”

Montevidéu, Uruguai

“O Uruguai nos surpreendeu muito com seus avanços, especialmente na legislação que ampara a população LGBT. Isso reflete na vida cotidiana, é claro. Em Montevidéu, fomos em baladas e restaurantes voltados para esse público. A Câmara de Comércio LGBT do Uruguai é muito ativa: reúne membros de diversos setores, que estão trabalhando para fomentar o turismo e atividades LGBT no país todo.”

Londres, Inglaterra

“Outro lugar onde as pessoas parecem não estar nem aí para o que você é ou deixa de ser. Soho é o bairro que concentra o público LGBT e também bares e baladas. Mas existem opções na cidade toda.”

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