Por vezes pode-se nem reparar, mas conteúdos infantis, seja de programas televisivos ou até mesmo brinquedos, existe alguma consistência nas normas de atitudes e comportamentos relacionados com o gênero. Os menores são facilmente influenciados por mensagens que definem as funções que cada gênero através de mídia e outras fontes. E isto foi uma teoria que foi testada pela psicóloga Lauren Spinner, da Universidade de Kent do Reino Unido, que investigou o impacto de estereótipos e outros comportamentos nas crianças. Com estudo, procuraram-se respostas a perguntas como “que brinquedos é suposto cada género brincar, e de que forma pode isso afetar a criança?”, o que eventualmente lida a determinadas habilidades que podem ser usadas no mundo académico e profissional.

Este tipo de estudo é o que analisa se uma criança sente uma espécie de obrigação de usar brinquedos estereótipos, tal como uma menina brincar com uma barbie, enquanto um menino brinca com um carrinho. A verdade é que se uma criança vir outra a brincar com um brinquedo que não segue a regra de estereótipo, ela ficará de mente aberta em relação a escolher qualquer brinquedo em vez de se limitar a um que segue uma regra de géneros. Mas esse não é o único problema no que toca a estereótipos de brinquedos que os fabricantes têm de enfrentar, pois esta geração mais consciente de igualdade de géneros e de quebrar estereótipos levantaram questões sobre como os brinquedos eram um pouco limitados. No que toca a bonecas, elas seguiam sempre uma regra de um físico de super-modelo o que levou a pais por todo mundo a questionar a mensagem que estes brinquedos poderiam dar para seus filhos como por exemplo, a confiança e segurança que estes sentiam com o próprio corpo. Fabricantes de brinquedos foram forçados a ter que desenvolver brinquedos que permitissem às crianças se identificar, mudando características das bonecas como a cor de pele, a estrutura física, fazendo mais pequenas, mais altas, loiras ou morenas entre outras coisas. Bonecos eventualmente foram adaptados para os meninos, mas mantiveram sempre uma imagem de força e aventura.

Um outro exemplo de brinquedos que foram desenhados com a intenção de captar um específico género, foram kits de lidas da casa. Inicialmente, fabricantes desenvolveram kits de costura ou pequenas cozinhas para a menina, mas eventualmente seriam criticados com a tendência de indicar que estes brinquedos eram específicos a um gênero. Eventualmente, os kits de construção e reparação iriam demonstrar que o homem também tem uma função na casa e que não calha apenas à menina tratar dessas responsabilidades. Uma solução que não era perfeita, mas já viria a ajudar.

Para finalizar, algo que certamente bloqueia a ideia as crianças de poderem desfrutar qualquer brinquedo também é culpa das publicidades que vemos na televisão. A verdade é que essas publicidades costumam se centrar em apenas um gênero, seja por exemplo, carrinhos e as suas pistas, que geralmente demonstram que apenas meninos brincam com isso e que só eles parecem desfrutar disso. Um bom exemplo é o das Nerf Guns, um brinquedo que se assemelha com armas, mas que dispara umas esponjas. Esse brinquedo em tempos seria associado apenas para meninos por não ser um brinquedo tipicamente delicado, no entanto, as publicidades na televisão mostram meninas a brincar com esse instrumento o que fez com que muita criança no mundo adiciona-se esse brinquedo á lista do Pai Natal.

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