Estamos em um momento onde a busca pela saúde e realização da dieta estão em alta. Desta forma, quando o assunto é açúcar, muitas pessoas logo se desesperam e distanciam desse alimento. Mas afinal de contas, qual a fonte deste açúcar tão temido?

“A cana de açúcar é fonte de vários tipos de açúcar e, sendo rico em minerais como ferro e cálcio, não precisa ser tirado completamente da dieta, mas é necessária moderação e sabedoria na hora de escolher o tipo de açúcar a ser consumido”, afirma a nutricionista esportiva Juliana Andrade.

Além da cana, há açúcar nas frutas e milho (a frutose) e no leite (lactose) podendo ainda haver extração inclusive de açúcar da beterraba, que é popular na Europa.

As diferenças principais são visíveis na cor e no gosto e também existem mudanças na composição nutricional de cada tipo. Quanto mais escuro o açúcar, mais vitaminas e minerais ele terá, isso significa que menos refinamento e aditivos químicos ele recebeu.

Então vamos aos tipos de açúcar:

Orgânico: é diferente de todos os outros tipos porque não utiliza ingredientes artificiais em nenhuma etapa do ciclo de produção, do plantio à industrialização. O açúcar orgânico é mais grosso e mais escuro que o refinado, mas tem o mesmo poder do adoçante.

Mascavo: é o açúcar bruto, escuro e úmido, extraído depois do cozimento do caldo de cana. Como o açúcar mascavo não passa pela etapa de refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais minerais.

Demerara: também usado no preparo de doces, esse açúcar de nome estranho é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve, mas não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo.

Cristal: é o açúcar com cristais grandes e transparentes. Depois do cozimento, ele passa apenas por um refinamento, que retira 90% dos sais minerais.

Refinado: também conhecido como açúcar branco, é o açúcar mais comum nos supermercados. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre tornam o produto branco e delicioso. O lado ruim é que esse processo retira vitaminas e sais minerais.

Light: surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, o ciclamato e a sacarina, que quadruplicam o poder de adoçar.

De confeiteiro: tem cristais finos, excelente para fazer glacês e coberturas. O segredo é o refinamento sofisticado, que inclui uma peneiragem e a adição de amido de arroz, milho ou fosfato de cálcio, para evitar que os mini cristais se juntem novamente.

A nutricionista Juliana Andrade lembra que o consumo exagerado do açúcar irá aumentar os índices de triglicerídeos, a probabilidade de diabetes, de obesidade, entupimento das artérias e ainda auxilia na inflamação das células. Porém, ao utilizar esse alimento, consuma-o com moderação e bom senso. “Dê preferência para um açúcar orgânico, o mascavo ou o demerara, pois além de preservarem mais suas vitaminas eles possuem índice glicêmico mais baixo, evitando o acúmulo de gordura e aumento da glicose sanguínea”, explica a nutricionista.

Encontrou algum erro no post? Fale pra gente!