O direito ao uso do nome social sem a necessidade da redesignação sexual e ao casamento igualitário, a retirada da transexualidade da lista de doenças mentais e mais visibilidade para a população LGBT são conquistas que avançam na contramão do preconceito, da violência e da heteronormatividade que ainda atingem essa comunidade. E às vésperas de uma eleição federal, estes temas são fundamentais para esta parte da população que, em diversos momentos é colocada à margem dos debates.

Para a diretora de promoção dos direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos, Marina Reidel, a luta pela manutenção das conquistas dessa população é diária e, apesar de ser claro para grande parte dos brasileiros que o reconhecimento dos direitos dos LGBT não retira nenhum direito dos outros cidadãos, ainda é preciso investir em mais informação. “A gente luta pelos mesmos direitos. Há uma constituição que diz que nós somos cidadãos e temos os mesmos direitos”, reafirma a gestora, que é uma das convidadas do Diálogo Brasil.

Para esta conversa sobre diversos temas da agenda LGBT, o jornalista Maranhão Viegas também recebe o presidente do Conselho de Direitos Humanos do Distrito Federal, Michel Platini. Ele afirma que, embora vivendo momentos de retrocesso, é o parlamento brasileiro quem tem a obrigação de resguardar, em lei, a comunidade LGBT. “O que existe hoje no país é uma interpretação constitucional, é uma mobilização muito maior do judiciário do que dos outros poderes. E essa mobilização só no judiciário acaba dificultando ali na ponta. Por isso a gente defende que essa cidadania seja assegurada por lei, nós estamos falando de uma comunidade que colabora com a sociedade”, explica Platini.

Também participam por vídeo dessa edição o casal Ana Paula e Camila Mello; a representante do grupo Mães pela Diversidade, Sônia Martins e o coordenador do Núcleo de Surdos do grupo LGBT Estruturação, Carlos Augusto.

O Diálogo Brasil vai ao ar toda segunda-feira às 22h15 na TV Brasil.

(Via Agência Brasil)

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