Devido ao aspecto cansado que conferem ao rosto, as olheiras são um grande desconforto para grande parte das pessoas, que tendem a associar as alterações com a falta de sono e utilizam corretivos para escondê-las durante o dia.

Mas, diferente do que muitos pensam, as olheiras podem ter diversas causas, que vão desde fatores hereditários até hábitos relacionados ao estilo de vida de cada um. “Pessoas que possuem pais com olheiras têm mais chances de também apresentarem o problema durante a vida. Mas, além da predisposição genética, outros fatores contribuem para o surgimento das alterações, como a hiperpigmentação periorbital, ou seja, a produção e acúmulo de melanina embaixo dos olhos, levando à coloração mais escura da região”, explica a dermatologista Dra. Thais Pepe.

Segundo a especialista, outra causa das alterações é o acúmulo de hemossiderina, pigmento presente no sangue responsável pela coloração arroxeada das olheiras, que ocorre quando a circulação sanguínea local não funciona corretamente. “As olheiras também podem surgir devido a goteira lacrimal profunda, quando, na região abaixo dos olhos, surge uma espécie de sulco, formando uma sombra local que gera as olheiras”, afirma.

“Além disso, o envelhecimento também contribui para o desenvolvimento das olheiras, pois a pele da região torna-se mais flácida, com o surgimento de rugas e acúmulo de bolsas de gordura locais.” Porém, para saber qual a melhor forma de controlar e tratar as olheiras é preciso identificar qual o tipo da alteração, que são classificadas de acordo com os fatores causadores do seu surgimento. Para ajudar a entender, a Dra. Thais explicou cada um deles. Confira:

– Olheira pigmentar: “É a olheira causada pelo excesso do depósito de melanina na pele, composto que dá cor ao tecido. Geralmente, esse tipo de olheira apresenta uma cor amarronzada e costuma aparecer em pessoas de fototipo alto, com tendência genética para o desenvolvimento de olheiras ou com rinite alérgica.”

– Olheira estrutural: “Esse é o tipo de olheira mais raro e acontece pela presença de goteira lacrimal profunda ou pela falta de tecido abaixo dos olhos, sendo assim possível visualizar o músculo que está por baixo da pele devido a transparência do tecido.”

– Olheira vascular: “A olheira vascular é causada pelo acúmulo de hemossiderina ou pelo aumento de vasos sanguíneos na região dos olhos. Esse tipo de olheira caracteriza-se por tons azulados, arroxeados ou avermelhados, devido à coloração do pigmento sanguíneo, e tendem a aparecer após uma noite de sono ruim ou em pessoas que estão cansadas, além de piorarem com quadros de rinite alérgica, tabagismo e alimentação rica em sal.”

– Olheira mista: “É o tipo mais comum de olheira e acontece quando há a soma de um ou mais fatores que causam a alteração, sendo agravadas também por motivos como tabagismo, álcool e noites mal dormidas.”

De acordo com a dermatologista, a melhor forma de atuar no combate e diminuição das olheiras, independentemente do tipo, é através da adoção de hábitos saudáveis, como sono adequado, alimentação balanceada e hidratação cutânea. Mas se as olheiras não sumirem ou estiverem causando muito incômodo, o ideal é procurar um dermatologista que indicará o melhor tratamento para o seu caso. “Caso as olheiras apresentem tons mais escuros e amarronzados, o tratamento mais indicado é o peeling com ácido tioglicólico, que possibilita o clareamento da área abaixo dos olhos, podendo ser feito em sessões semanais ou quinzenais. Já para quem apresenta olheiras profundas, o tratamento ideal é o preenchimento com ácido hialurônico, técnica que tem o objetivo de nivelar a pele abaixo dos olhos com o resto da face, dando volume à área, com resultados visíveis em poucos dias”, completa a médica.

“Por fim, para olheiras escuras e de tons arroxeados geralmente é recomendado o tratamento com luz intensa pulsada, que consiste na aplicação de uma faixa de luz que gera calor no local e possibilita a destruição dos pigmentos de melanina e hemoglobina em partículas menores, que são absorvidas pelo corpo. Além disso, os vasos sanguíneos locais se contraem, reduzindo o efeito arroxeado.”

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