Uma vacina experimental para o HIV deverá ser testada em seres humanos em 2019. A nova vacina ataca partes vulneráveis do HIV através da extração de anticorpos poderosos, e cientistas norte-americanos já a testaram com sucesso em pequenos animais como camundongos, porquinhos-da-índia e macacos.

Algumas cepas de HIV foram neutralizadas nesses animais após a vacina ter sido bem-sucedida. Os resultados foram publicados na revista científica “Nature Medicine” por pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), nos EUA.

Anthony S. Fauci, diretor do NIAID, elogiou os resultados, dizendo que este poderia ser um passo muito importante para a criação de um antivírus.

Os cientistas do NIH usaram seu conhecimento detalhado da estrutura do HIV para encontrar um local incomum de vulnerabilidade no vírus e projetar uma vacina nova e potencialmente poderosa. Este estudo é um passo importante na busca contínua pelo desenvolvimento de uma vacina contra o HIV segura e eficaz.

Muitos anticorpos naturais que podem impedir que diversas variedades de HIV infectem células humanas foram encontrados em laboratório nos últimos anos. Cerca de metade dos portadores de HIV produzem estes anticorpos, chamados “amplamente neutralizantes”, mas geralmente apenas após vários anos de infecção, bem depois que o vírus se estabeleceu no corpo.

Mas é a partir daí que os cientistas criaram sua abordagem. Primeiro, eles identificam esses anticorpos potentes contra o HIV, capazes de neutralizar muitas cepas do vírus, e então tentam extrair esses anticorpos. Isso é feito através de uma vacina baseada na estrutura onde os anticorpos se ligam ao HIV.

Em outras palavras, a abordagem começam com a resposta imune do organismo e trabalha para desenvolver uma vacina que induza esta mesma resposta mais rapidamente.

Após obter sucesso na resposta do sistema imunológico de camundongos, porquinhos-da-índia e macacos, as expectativas de que a vacina pode funcionar em diferentes espécies aumentou. Assim, os cientistas trabalham agora para melhorar a vacina e torná-la mais potente usando menos injeções.

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