As noites de queijos e vinhos estão se tornando mais comuns durante o inverno brasileiro, que começa em alguns dias, e as combinações ainda são desafiadoras para o consumidor. A variedade é grande e, para ajudar na escolha mais adequada, os Sommeliers da Rede Covabra de Supermercados reuniram dicas e orientações importantes.

1. O inverno não pode ficar sem uma deliciosa fondue de queijo, que leva vinho branco no preparo. Ele precisa ser mais encorpado para manter o sabor. Se for leve, pode evaporar muito rápido. Para o preparo, o Chardonnay é uma excelente opção de vinho branco, seco. Já para o consumo, vinhos da casta Sauvignon blanc, por serem mais refrescantes, atendem à combinação.

2. Os vinhos brancos de corpo leve a médio, como Chardonnay e Chenin Blanc, além de alguns vinhos tintos leves e de acidez média, como um Beaujolais, são ideais para combinação com queijos macios, como brie e camembert.

3. Vinhos mais doces, como do Porto, vinho de Colheita Tardia ou Sauternes, podem ser utilizados em harmonização por contraste com o sabor mais intenso e salgado dos queijos azuis, como gorgonzola e o roquefort.

4. Rótulos de vinhos tintos de corpo leve ou médio e com acidez mais acentuada como Bordeaux, Cabernet Sauvingnon, o Merlot e o Cabernet Franc, podem ser utilizados para equilibrar o teor de gordura no acompanhamento de queijos de massa filada, como mussarela e provolone, os mais consumidos no mundo.

5. Mais frutados, leves e ácidos, os vinhos de uvas Riesling e Sauvignon Blanc são os mais indicados para harmonização com queijos semiduros e adocicados, tais como cheddar, gouda, gruyére e prato.

Dica coringa

Para os pratos com predominância de queijo, o vinho mais indicado é o Rosé seco. Ele reúne a acidez do vinho branco e o tom frutado do vinho tinto, o que lhe permite atender a maioria dos pratos com queijos e reduz as chances de errar na escolha.

Combinação exótica

Tradicionalmente a gastronomia chinesa mistura cores, sabores e contraste de texturas, misturando ingredientes frescos e agridoces. Pode ser incomum combinar vinho com essa culinária, mas, é possível acertar na escolha do rótulo analisando as bases mais utilizadas nos pratos. Na maioria deles, destaca-se o uso de gengibre, alho, cebola, shoyu, sal, açúcar, pimenta e óleo, em meio a vegetais cozidos no vapor ou fritos. Já sobre as carnes, o destaque fica por conta de cortes suínos, seguidos de pato e frango. Mesmo para uma mesa asiática, com predominância de tons agridoces, é possível harmonizar com os vinhos Riesling e Gewürztraminer, ambos produzidos a partir de uva branca, com toque seco e mais ácido.

Encontrou algum erro no post? Fale pra gente!