Todo mundo que já foi para a academia ou começou algum treino de musculação já se perguntou: por que eu não estou ganhando mais músculos?

A resposta pode estar na alimentação, na falta de conhecimento do próprio corpo, na frequência dos treinos e, principalmente, na leveza deles.

Com o tempo, seu treino de musculação pode acabar ficando leve demais e, por isso, seus músculos podem ficar preguiçosos.

Ficar na zona de conforto não é legal em área alguma da vida e, por isso, terminar o exercício sem uma gota de suor talvez não leve você a lugar algum.

Segundo o educador físico Newton Nunes, professor do Instituto do Coração de São Paulo e do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), em entrevista para o portal UOL, quando seu treino está leve demais rola uma “perda de tempo fisiológico”.

Ou seja, nesse mesmo período você poderia ter uma evolução cardiorrespiratória, muscular, metabólica e de emagrecimento muito maior se malhasse na intensidade correta.

Ele afirma: “O corpo humano necessita de um estímulo de sobrecarga para melhorar o condicionamento aeróbio e a força muscular. Caso contrário, o organismo adapta-se ao esforço e não progride mais”.

Então, se você já frequentou uma academia e ouviu a seguinte frase do seu treinador “precisamos mudar o estímulo para melhorar seu treino”, saiba que isso é absolutamente uma realidade se você quiser ganhar mais músculos no seu treino de musculação.

“É sempre bom mudar os estímulos para que o treino fique de acordo com o que o aluno realmente precisa para evoluir”. Isso é válido também para idosos e pessoas que tenham alguma doença, respeitando o que significa intensidade para cada um.

Nunca é recomendado fazer, por vários dias seguidos, um treino totalmente leve” explica o preparador físico e proprietário do Studio TFI, Thiago Cesario para o UOL.

E aí, será que o seu treino de musculação está leve demais? Veja os 4 principais sinais de que isso, infelizmente, é uma verdade:

Nunca fica suado

Suar é sinal de que seu corpo está trabalhando acima do “comum” e, consequentemente, construindo mais músculos e queimando mais calorias. Você não precisa terminar o treino de musculação com a camiseta encharcada de suor, mas, de modo geral, se você nunca se sente cansado ao fim do treino, provavelmente algo precisa ser alterado.

É claro que o sue nível de fadiga vai variar de acordo com o seu objetivo, e o seu nível de cansaço pode ser diferente do cansaço de outras pessoas. Quem deseja melhorar a residência física, por exemplo, costuma ficar praticamente morrendo pela boca em alguns momentos, o que não precisa ocorrer todos os dias. Já quem busca hipertrofia pode chegar ao extremo nas séries com bastante peso para grupo muscular específico.

Mas um bom indicador para saber se é hora de trocar o treino de musculação é a frequência cardíaca, que deve ficar entre 60% e 80% do limite.

Quem faz musculação pode aumentar essa frequência com mudanças na arga, no número de séries e repetições, ou com a redução do intervalo entre os exercícios.

Se o seu treino for aeróbico, entretanto, o ideal é elevar a carga na bicicleta ou, no caso da corrida, aumentar a velocidade da esteira para que o aluno fique nas frequências cardíacas da prescrição.

Faz o mesmo treino de musculação há meses

Se você percebe que os resultados não estão chegando e você já está no mesmo treino de musculação há muitos meses, é hora de mudar o treino. Infelizmente, não há um padrão geral e nem uma fórmula de bolo para seguir, tudo vai depender de fatores como idade, frequência na academia, objetivo e condicionamento físico. E alimentação e descanso adequados também podem influenciar na evolução do treino, viu?

Um treino de força acaba não exigindo muita mudança porque você pode alterar apenas alguns exercícios auxiliares e manter os principais, porém, se o seu objetivo é hipertrofia ou aumentar sua resistência, bom, aí o cenário é diferente. Especialistas recomendam que você mude de treino a cada quatro ou seis semanas, porque esse é o tempo em que suas fibras começam a se acostumar com os estímulos.

Para não errar, o ideal é fazer avaliações físicas pelo menos a cada seis meses e descobrir como anda a sua porcentagem de gordura e sua resistência muscular. Por isso, converse com o seu professor e estabeleça um período médio para a troca de treino.

Consegue fazer mais repetições do que o exigido

Sabe quando você termina a série e pensa “poxa, eu poderia esticar mais um pouco?”, ou quando no fim da série a sensação é de você não alcançou o seu limite? Bom, isso pode ser um sinal que indica que o seu treino está leve demais.

Se você pode ir além do estabelecido, é hora de aumentar a carga ou o número de séries, de repetições ou até mesmo variar o movimento, dependendo do número de semanas que você está realizando o treino.

Outro ponto importante: se o treino não estiver leve, mas mesmo assim você parar de sentir aquela dor muscular no dia seguinte, fique tranquilo. Isso não é um sinal de que a atividade deixou de dar resultados.

Quando você faz um exercício, você quebra fibras musculares, o que pode fazer você sentir mais ou menos dor. Tudo vai depender do grau de condicionamento e do seu objetivo, não tem nada a ver com eficiência do treino.

Não se sente mais desafiado

Está aí um bom motivo para mudar de treino. O desafio acabou? Então, é hora de partir para outro treino mais pesado.

Em alguns casos, o desânimo pode até fazer você pensar duas vezes entre ficar no seu sofá e ir para a academia, afinal, se o seu corpo não vai ser desafiado na academia e também não vai ser desafiado no sofá, qual a diferença? Se a motivação sumiu da sua vida, uma das opções é alterar o treino de musculação ou testar outros tipos de exercício.

Encontrou algum erro no post? Fale pra gente!