Segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a pré-candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, assinou uma carta afirmando seu compromisso com a comunidade LGBT em assegurar seus direitos, caso seja eleita.

Evangélica, Marina recebeu o documento assinado pela Aliança Nacional LGBTI que, entre outras coisas, falava sobre a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, sobre a adoção de crianças por casais homossexuais, direito à herança e previdência, entre outros direitos civis.

Essa não é a primeira vez que a ex-senadora mostra simpatia com o movimento gay. Nas eleições de 2014, o programa da coligação PSB e Rede falava sobre a defesa dos direitos à comunidade LGBT, destinando um programa próprio para evitar a discriminação e a violência contra o grupo.

Inclusive, o programa falava em aprovar a união civil de pessoas do mesmo sexo e ainda aprovar o  Projeto de Lei 122/06 (que na época estava em votação no Congresso) para “equiparar a discriminação baseada na orientação sexual e na identidade de gênero àquelas já previstas em lei para quem discrimina em razão de cor, etnia, nacionalidade e religião”, como diz o texto trocado em menos de 24 horas após a publicação.

Com ideias progressistas, a Rede – como os demais partidos de esquerda – não esconde que apoia a causa LGBT e Marina, líder da sigla, já afirmou em entrevistas que não usa sua religião não a impede de respeitar as liberdades individuais.

“A minha posição é de respeito à liberdade individual das pessoas. Nós vivemos em um estado laico, as pessoas têm o direito de exercitar sua liberdade, independente da condição social, de raça ou de orientação sexual”, disse a ex-senadora ao Jornal da Globo durante a campanha eleitoral de 2014.

Ao jornalista William Waack, Marina declarou que não se pode confundir casamento com união civil e que ela é favorável à união civil de pessoas do mesmo sexo. “Se eu fizer uma manchete dizendo: a candidata Marina Silva é a favor do casamento gay. Eu estou errado?”, perguntou o jornalista William Waack. A resposta de Marina foi: “em termos da palavra casamento você está errado, porque o que nós defendemos é a união civil entre pessoas do mesmo sexo”.

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