Bom, antes de mais nada, pretendo iniciar este texto que também é uma crítica, pontuando que boa parte do retrocesso que vivemos em questão de igualdade de direitos é culpa de nós mesmos. Antes de culpar qualquer deputado de uma bancada “conservadora”, faça uma análise, se pergunte: em qual deputado LGBT você votou na eleição passada?

Meus amigos, enquanto nós não nos unirmos e elegermos pessoas LGBTs para cargos políticos, não teremos representatividade. Enquanto os políticos deste país imaginarem que nos só nos preocupamos em rebolar a raba na boate, nossa comunidade não terá voz e vamos ter nossos poucos direitos conquistados ameaçados.

Enfim, vamos ao alerta: Um projeto de Lei que segue a todo vapor na Câmara dos Deputados, elaborado pelo parlamentar Flavinho (PSC-SP), visa proibir o uso das palavras “gênero” e “orientação sexual” nas escolas.

Só falta o projeto ser aprovado pela comissão especial que, inclusive, é formada por deputados evangélicos. Conforme noticiado pelo jornal Folha de São Paulo, o documento afirma: “A educação não desenvolverá políticas de ensino, nem adotará currículo escolar, disciplinas obrigatórias, nem mesmo de forma complementar ou facultativa, que tendam a aplicar a ideologia de gênero, o termo ‘gênero’ ou ‘orientação sexual’”, informa a proposta.

Quanto ao seu projeto, o “nobre” deputado resolveu demonstrar uma certa limitação intelectual ao querer ser o “porta voz” do povo brasileiro. Como sempre, o disco não muda e o discurso do político para justificar tamanha ignorância foi: “A maioria esmagadora tanto de intelectuais quanto da população em geral, acredita que homem é homem e mulher é mulher”, e complementou: “O que sabemos por experiência concreta é que uma cultura heteronormativa foi imprescindível à perpetuação da espécie humana e ao desenvolvimento da civilização ocidental”, afirmou o parlamentar.

Vale lembrar que, o “excelentíssimo” deputado só se esquece que, pautar orientação sexual e gênero nas escolas, é, acima de tudo, uma questão de cidadania e estimulo ao respeito às diferenças. Afinal, só quem é LGBT sabe o que é entrar em uma instituição de ensino e sofrer todo tipo de preconceito sem estar preparado ou maduro o suficiente para lutar contra isso.

Mas, claro, pelo visto, a preocupação é apenas com os “normais” não é mesmo?  Pra que se preocupar com uma “minoria” de adolescentes que sofrem bullying através de agressões físicas, verbais e psicológicas diariamente, né deputado?

Sinceramente, acho estranho a forma como algumas pessoas demonstram toda essa “religiosidade”. Afinal, amar aquele que aos meus olhos parece “normal”, seria um tanto quanto limitado e nem um pouco desafiador. O grande desafio que proponho a muitos “religiosos” é aprender amar aquele que parece “diferente”, isso sim é um princípio de bondade e humanidade.

Quanto a nós, comunidade LGBT, acorda galera! Precisamos para ontem de mais união, principalmente nas eleições que estão bem próximas. Se colocamos 2 milhões de pessoas nas ruas durante a “Parada LGBT”, não é possível que não possamos eleger representantes. Se puder, compartilhe este texto!

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