Se no Brasil, um personagem de ficção dá o maior bafafá no país, imagine se no lugar de Renata Vasconcellos, se sentasse ao lado de William Bonner para apresentar o tradicional Jornal Nacional, uma jornalista trans. Já imaginou o pano pra manga que isso ia dar?

Pois bem, por ai se percebe o quanto a sociedade brasileira ainda está  atrasada nessa questão, porque até mesmo em países como o Paquistão, essa realidade já acontece. Recentemente, a jornalista trans Marvia Malik, estreou na bancada de um telejornal na TV aberta do país asiático. “Desejo mostrar que somos mais do que objetos de ridículo. também somos humanos”, disse ela a rede de TV CNN.

Formada em jornalismo pela Universidade de Punjab, a jovem de apenas 21 anos, ainda explicou na entrevista à rede de televisão americana, que se candidatou a vaga sem esperar que fosse conseguir o emprego. Segundo ela, o que a motivou foi a necessidade de mostrar que transexuais podem ocupar qualquer função na sociedade, como qualquer outro cidadão.

Vale lembrar que, apesar do Paquistão ser um país com muitos gays, lésbicas e transexuais, o Código Penal, escrito em 1960, ainda pune manifestações homossexuais, que podem ser até presos, embora, muitos por lá já considerem a própria legislação ultrapassada e isso raramente aconteça. No entanto, isso parece que vai mudar. No último mês, o senado paquistanês aprovou uma lei que prevê muitas alterações e aprovam direitos à comunidade LGBT no território.

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