Nesta semana, o estudante Josenildo da Silva da Palma, 18 anos, e seu namorado Fábio de Jesus, 35, foram mortos a tiros, na casa onde viviam no bairro de Campinas do Pirajá, em Salvador (BA). Os corpos de ambos, foram retirados do local na última terça-feira (24), pela polícia.

Segundo o perito criminal, José Lázaro de Sá Barreto, que examinou os corpos, ambos tinham múltiplas lesões e sinais de que lutaram com o assassino. “Os dois foram achados com lesões múltiplas no banheiro. Eles podem ter corrido pra lá pra se abrigar. Há ainda sinais de que houve briga e que quem entrou estava fazendo algum tipo de busca”, explicou o especialista ao site Correio.

Ainda segundo o perito, o portal da casa foi arrombado a tiros: “Diversas munições foram utilizadas no crime. A casa também foi arrombada”, afirmou.

Agora, a mãe do estudante morto, dona de casa Francisca Alves da Silva, 45 anos,  está devastada pela morte do filho. “Eu já tinha perdido um outro filho de tiro em Nazaré das Farinhas, há uns cinco anos. E, agora, esse foi também. Não sei o que dizer, porque mesmo que a justiça seja feita ele não vai voltar mais. Eu nunca mais vou ver. Meu filho nunca mais vai me dar a benção”, lamentou à reportagem do site.

A polícia já deu inicio às investigações, que devem indicar, inclusive, se foi uma execução motivada por homofobia. Para o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, crimes como este sempre podem ter indícios de intolerância. “A gente compreende que todo caso caso que envolve LGBT sempre tem uma conotação de homofobia devido a uma  cultura que considera essas pessoas como indivíduos de segunda categoria”, informou.

Vale ressaltar que, infelizmente, só neste ano, 126 LGBTs foram mortos por crimes de ódio no Brasil. Sendo que, deste número, 5 casos aconteceram na Bahia. Em 2017, foram 445 mortes, sendo 35 delas em território baiano. Os números são do próprio (GGB).

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