A homossexualidade, regida por regras de protocolo, era uma prática comum na Grécia Antiga. Até a adoção do catolicismo, o Império Romano, herdeiro cultural dos helenos, também aceitava o sexo entre homens, contanto que cumprisse as leis.

Nos primeiros anos da República Romana, foi proibida a pederastia, considerada uma perversão característica dos gregos, e o sexo entre cidadãos livres. Porém, os patrões podiam ter relações sexuais com seus escravos, desde que fossem ativos.

Na época do império, a pederastia não só foi legalizada, como também era permitido o casamento entre homens, já que as atividades privadas não diziam respeito ao foro penal.

A prostituição masculina se tornou uma prática comum, e havia banheiros públicos aonde iam os homens que buscavam relações homossexuais. Existia, inclusive, uma série de códigos gestuais e de vestimenta que indicavam quando um sujeito queria se relacionar com um congênere.

As relações lésbicas não eram regidas por nenhuma lei, provavelmente porque, dadas as normativas de gênero vigentes, estas aconteciam no âmbito doméstico, longe dos olhos inquisidores dos censores.

Vários imperadores eram conhecidos por seu comportamento homossexual, como por exemplo, Júlio César que era chamado ‘o marido de todas as mulheres e a esposa de todos os homens’, bem como Augusto, Tibério, Adriano, Domiciano e Trajano. A bissexualidade entre os romanos era bastante comum.

Nas classes mais altas, os homens tinham inúmeros escravos para servir a mesa e, comumente, a eles e a seus convidados. As esposas tinham ciúmes dos rapazes considerados favoritos. Quando nascia no rosto dos meninos o primeiro bigode, ele perdia os privilégios e era substituído. Eram conhecidos como ‘delicati pueri’ ou ‘delicium’, originários, normalmente da África, Egito, Alexandria, Etiópia e da Síria.

O filósofo grego Sócrates (469-399), adepto do amor homossexual, pregava que o coito anal era a melhor forma de inspiração – e o sexo heterossexual, por sua vez, servia apenas para procriar. Para a educação dos jovens atenienses, esperava-se que os adolescentes aceitassem a amizade e os laços de amor com homens mais velhos, para absorver suas virtudes e seus conhecimentos de filosofia. Após os 12 anos, desde que o garoto concordasse, transformava-se em um parceiro passivo até por volta dos 18 anos, com a aprovação de sua família. Normalmente, aos 25 tornava-se um homem – e aí esperava-se que assumisse o papel ativo.

Entre os romanos, os ideais amorosos eram equivalentes aos dos gregos. A pederastia (relação entre um homem adulto e um rapaz mais jovem) era encarada como um sentimento puro. No entanto, se a ordem fosse subvertida e um homem mais velho mantivesse relações sexuais com outro, estava estabelecida sua desgraça – os adultos passivos eram encarados com desprezo por toda a sociedade, a ponto de o sujeito ser impedido de exercer cargos públicos.

Calígula (12 d.C)

Alimentou grande amor pela irmã Drusila, atacava mulheres de senadores, era, enfim um terror. Teve ainda muitos amantes homens, como Lépido, Mnester; também costumava estuprar presos de guerra. Não fazia questão de esconder afagos e beijos.

Nero teve dois maridos. Esporo foi castrado e vestido de noiva no dia do casamento. Era tratado como a uma imperatriz. O segundo era Pitágoras, a quem Nero se submetia como se fosse uma mulher. Nos encontros amorosos entre os dois, Nero gritava como uma donzela.

Júlio César (100-44 a.C.)

O mais famoso dos governantes de Roma alimentou uma estreita relação com Nicomedes IV (110-74 a.C.), rei da Bitínia. Comenta-se que o imperador teve sua reputação arranhada por conta disso, e que teria aproveitado o romance para obter vantagens políticas. Contudo, não perdeu poder ou prestígio. Júlio César também costumava atacar mulheres, casadas ou solteiras, romanas ou não. Foi amante de Eunoé, casada com o rei da Mauritânia, e de Cleópatra. Brutus, filho único e adotivo e que ajudou a planejar sua morte, também tinha seus pupilos preferidos.

Públio Élio Adriano (76 d.C.-138 d.C.)

Promoveu um governo de grande impulso econômico, artístico e cultural. Numa de suas viagens pela Ásia, conheceu um jovem grego de nome Antínoo. Ficou com ele até sua morte. Adriano ficou tão desolado que o elevou à categoria de deus, com seu nome foi batizada uma estrela e uma constelação, uma cidade – a de Antinoópolis. Ainda em sua homenagem foram construídos templos, altares, monumentos, estátuas e bustos e cunhadas moedas comemorativas.

Elagabalo ou Heliogábalo ou Marco Aurélio Antonino (218 d.C.-222d.C.)

Um príncipe sírio, foi imperador de Roma entre 218 e 222. Entre as medidas criadas pelo imperador estavam a adoração ao deus sírio, o Sol, El-Gabal, e cultos ao Príapo, pelo qual o falo masculino é adorado e deificado. Ficou conhecido por sua preferência por homens fortes e viris. Teve três mulheres, uma, inclusive, era sacerdotisa, o que contrariou todas as leis da época. Teve, ainda, vários maridos, como o atleta Hierócles. Relacionava-se com homens e mulheres pertencentes a classes inferiores. Morreu sem nunca aceitar os costumes e a religião dos romanos.

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