Engana-se quem achou que Adinéia (Ana Lucia Torre) estava aceitando numa boa a relação do filho Samuel (Eriberto Leão) com o ex-motorista Cido (Rafael Zulu) na novela “O Outro Lado do Paraíso”.

A mãe do médico que jurou aceitar o filho homossexual, agora mudou de opinião. Ela deseja vê-lo novamente com Suzy (Ellen Rocche) assim que a filha do ex-casal nascer.

Para isso, Adinéia propõe um acordo à enfermeira: separar Samuel e Cido para então reaproximar o médico da antiga esposa.

“Eu acredito em cura gay”, disse a dona de casa, meio ingênua, meio capciosa.

Ainda apaixonada pelo psiquiatra, Suzy se empolgou com a ideia de fazer o ‘tigrete’ voltar a ser ‘tigrão’.

De drama à comédia

O autor Walcyr Carrasco transformou aquele núcleo numa comédia rasgada que beira a bufonaria.

Há quem enxergue um desserviço à causa LGBT mostrar um casal gay (Samuel e Cido) com tinta tão caricatural.

Além disso, reclamam de estereótipos indesejáveis, como o negro garanhão que vira um faz-tudo na casa e a mulher obcecada que acredita ser suficientemente sexy para mudar a orientação sexual do homem que ama.

Outros aprovam os quiproquós daquele clã excêntrico que inclui marido e marido, mãe/sogra e duas ex-mulheres – além de Suzy, grávida, há Irene (Luciana Fernandes), que foi noiva de Cido e agora trabalha ali como empregada.

Afinal, eles representam a propagada diversidade de padrões de família, com os problemas de relacionamento existentes em qualquer casa, seja habitada por heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transexuais, assexuais…

Segundo publicação do site Terra, positivo ou não, o cenário funciona ao que se propõe e ajuda ‘O Outro Lado do Paraíso’ a manter ótimos índices no Ibope. A novela está com 35 pontos de média e atingiu recorde de 44 em capítulo recente.

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