Geralmente no outono, que começa no dia 20 de março, é comum observar alguns pontos escuros na pele, principalmente do rosto. Isso acontece, muitas vezes, por conta da falta do uso do protetor solar, principalmente no verão quando a radiação é ainda mais forte. “As manchas de pele são provocadas sobretudo por um pigmento chamado melanina, que dá a cor marrom para a nossa pele, e seu estímulo depende da radiação ultravioleta proveniente do sol. Tanto a UVB quanto a UVA podem causar manchas de envelhecimento”, afirma a dermatologista Dra. Thais Pepe.

“Em suma, quando a radiação solar entra em contato com a pele, o melanócito, célula responsável pela produção de melanina (pigmento que dá cor à pele), é incitado e começa, então, a produzir uma quantidade maior de pigmento, como uma reação natural de proteção do organismo. Essa superprodução de pigmento é transmitida às células mais superficiais e formam-se as manchas aparentes”, afirma Thais.

De acordo com a médica, uma mancha pode ser sintoma de uma lesão pré-maligna para câncer de pele, por isso é importante sempre que as manchas sejam analisadas por um dermatologista antes de qualquer tratamento. “As manchas devem ser bem avaliadas pelo dermatologista antes do uso do laser, pois se houver alguma dúvida se a mancha pode ser maligna, o dermatologista poderá fazer exames auxiliares, como a dermatoscopia, para tirar essa dúvida. Lasers não podem ser aplicados em lesões malignas, pois isso apresenta um risco muito grande”, alerta.

No geral, o tratamento para manchas pode usar tecnologias a laser, radiofrequência microagulhada ou uso tópico de peelings (ácidos como o retinoico e glicólico, por exemplo) e despigmentantes (Ácido Tranexâmico, Ácido Kójico, Alfa-arbutin e B-White). “No caso dos produtos, eles têm duas funções: no caso dos peelings, acelerar a renovação celular, retirando as manchas da superfície; e no caso dos clareadores, inibir a produção de melanina”, afirma a médica. Ativos antioxidantes (Vitamina C, OTZ 10 e Alistin) e anti-inflamatórios também são recomendados por diminuir a o estresse oxidativo e a inflamação ligada às manchas. A dermatologista afirma que os suplementos e vitaminas orais como FC Oral, Glycoxil e Bio-Arct também podem ajudar no processo, com ação contra a inflamação, glicação e radicais livres.

No caso dos tratamentos dermatológicos, lasers como Spectra agem no melanócitos e são absorvidos pelas células que produzem pigmento, promovendo clareamento da pele; outras novidades ficam por conta do Eletroderme (radiofrequência microagulhada) e D&D (drug delivery digital). “A radiofrequência microagulhada cria microfuros na pele, permitindo que se aplique substâncias despigmentantes, com a vantagem da radiofrequência estimular o novo colágeno. Já o drug delivery digital insere os medicamentos clareadores diretamente no alvo, garantindo 100% de aproveitamento”, diz a médica. “Independente do tratamento, a proteção solar é indispensável”, finaliza.

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