O alinhamento de direção, necessário a todos os veículos, é motivo de dúvidas e desconfiança para muitos proprietários de carros. Quais são as necessidades reais do automóvel, o que está e deveria estar incluso neste serviço e o que correções específicas, como a do ângulo de câmber, significam e até que ponto são necessárias?

Essas e outras questões deixam os condutores preocupados quando estão na oficina ou pensam em levar seus carros para uma reparação. “No nosso entendimento, alinhar um veículo é, além de devolver as especificações técnicas de montadora para o conjunto de suspensão, também solucionar os problemas descritos pelo motorista de maneira definitiva e numa única vez”, comenta Eliel Bartels, Head do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação da DPaschoal.

Segundo Bartels, esses problemas podem variar e, entre os mais comuns, estão o carro puxando para um lado, volante trepidando e pneus apresentando desgaste irregular.

Além de transparência, objetividade e simplicidade no diagnóstico, de forma a promover a melhor e mais econômica solução para o motorista, o alinhamento do veículo precisa ser feito por técnicos que tenham domínio sobre os componentes da suspensão veicular. “Ela possui três ângulos essenciais e que devem ser constantemente mantidos dentro de valores limites, visando a segurança do condutor e economia de pneus do veículo” explica Bartels.

Esses ângulos – convergência/divergência, câmber (cambagem) e ângulo de avanço (cáster) – podem variar e são estabelecidos no momento do projeto de cada carro. “Resumindo, você mede e ajusta o carro parado e o deixa pronto para aguentar os trancos do dia a dia quando está em movimento pelas ruas”, completa.

Além desses conhecimentos, necessários à realização do serviço, é fundamental sempre realizar o alinhamento nos dois eixos, garantir que os pneus sejam calibrados antes do serviço e, é claro, ter um técnico que ouça com máxima atenção o relato do motorista sobre os sintomas e anormalidades identificadas durante sua condução. “Peça para o seu mecânico realizar, também, um diagnóstico completo no sistema de suspensão, pois o estado das peças influencia diretamente a geometria do veículo, e qualquer parte avariada ou em condições de insegurança deve ser substituída antes do alinhamento”, detalha o engenheiro.

Durante o alinhamento, o correto é medir os dois eixos do veículo: dianteiro e traseiro. Cada veículo possui um valor próprio de geometria, então, é importante verificar se a oficina tem, em seu banco de dados, os valores de referência dos ângulos do seu modelo de carro. O ideal, num serviço completo, é que a convergência, divergência, cambagem e cáster sejam medidos e ajustados caso estejam fora do especificado. “Os ajustes mais delicados, como do ângulo de cáster e cambagem, podem ser feitos através de pequenas intervenções na própria suspensão do veículo, por meio de dispositivos especiais instalados pelo mecânico especialista. Ou em menor, escala usando macacos hidráulicos com parâmetros técnicos bem estreitos e muita habilidade”, afirma Bartels.

Porém, é preciso conhecer o próprio carro, pois alguns modelos dispensam a cambagem e uma intervenção desnecessária pode gerar gastos ainda maiores para o dono do carro.

Por fim, não deixe de checar se a posição do volante está de seu agrado, se a oficina fará a destinação ambiental correta das peças e pneus substituídos e se o estabelecimento oferece algum tipo de seguro ou cobertura dos serviços. Recomenda-se que a o alinhamento seja realizado a cada 10.000km rodados, ou quando o motorista detectar anormalidades na condução.

Encontrou algum erro no post? Fale pra gente!