Está na fila para votação na Câmara Municipal de Osasco, o PL 161/2017, do vereador Tinha Di Ferreira (PTB) que determina a criação de centros de acolhida exclusivos para moradores de rua LGBT no município.

“A separação dos usuários de albergues em apenas três grupos, homens, mulheres e famílias, exclui cidadãos cujo direito de escolha sobre a identidade de gênero e o papel exercido na sociedade diferem do estabelecido pela esfera municipal”, justifica Ferreira.

Segundo o vereador, a falta de opções que acolham o público LGBT faz com muitos ainda prefiram as ruas. “Graças a isto, parcela significativa do grupo LGBT, prefere as ruas às violências que, por vezes, sofrem nos albergues municipais, onde o abrigo é feito em acordo com a identidade biológica do cidadão e não sobre suas escolhas de identidade social”, completa.

Ele ainda observa que no ano de 2016, o Brasil passou a liderar o ranking internacional em assassinatos de pessoas trans, com 144 assassinatos. “A comunidade LGBT é atingida por grandes estigmas quanto à rejeição, condenação e desrespeito quanto às suas diferenças, graças a isto encontram grandes dificuldades para regularizar suas vidas e terminam por se inserir em situação de risco social, fato potencializado pelo rompimento de laços familiares, não existência de espaços de moradia, trabalho e busca de emprego”, avalia o parlamentar.

Ferreira ainda ressalta que na cidade de São Paulo há espaço semelhante ao proposto por ele.

População LGBT do Centro Zaki Narchi
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O local no qual Ferreira se refere é Centro Zaki Narchi fica na Zona Norte da capital, inaugurado no fim de 2016, e que possui quartos separados para receber gays, lésbicas, trânsgêneros e travestis. O local tem 900 vagas, divididas em três alas com regras específicas para cada uma.

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