Há quatros anos, o especialista em arqueologia pré-histórica Andreas Vlachopoulos, pós-doutorando da Universidade de Princeton, começou um trabalho de campo sem imaginar o que encontraria nas ilhas Egéias.

Após muitas escavações, ele encontrou o desenho de dois pênis entalhados na península rochosa de Astipaleia, em Vathi, capital da ilha de Samos, fundada na Idade Média, na Grécia.

As inscrições, datadas do século V e VI aC, mostram claramente a relação sexual entre dois homens.

grecia grafiti Dois pênis gravados em pedra calcária sob o nome de Dion, datado do século V aC, também foram descobertos na península
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“Na Grécia Antiga o desejo sexual entre homens não era tabu. Elas (as inscrições) reivindicam seu próprio espaço em grandes letras que não só expressam o desejo sexual, mas o ato sexual”, explicou Vlachopoulos ao Guardian.

Segundo o arqueólogo, o desenho prova que dois homens praticam sexo há muito mais tempo do que se imaginava. “Este grafite não é apenas um dos primeiros já descoberto. Diz claramente que estes dois homens estavam fazendo amor durante um longo período de tempo, enfatizando o ato sexual de forma que é altamente incomum em obras de arte erótica”, acredita.

 

 

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