Vivemos uma época de pós-verdades, um fato inconteste e lamentável. Dia desses num evento oficial tive que ouvir um jovem “ativista” repercutir a inverdade de que o governo não investe na pauta LGBT. É de uma vergonha sem tamanho, a matéria chega ao disparate de esconder até mesmo o gasto com as viagens dos membros da sociedade civil do Conselho Nacional LGBT. Claro que quando fui conferir era de um site bastante “duvidoso” 

O tal “repórter” achou por bem não falar do aporte de 2 milhões de reais da Secretaria de Igualdade Racial , no qual o secretário Juvenal fez um recorte LGBT especial para negros e negras LGBTs. Com a mesma dificuldade de pesquisa, não citou uma fantástica parceria do MEC (Ministério da Educação) com o MDH (Ministério dos Direitos Humanos), criando uma linha de pesquisa com a Capes justamente sobre o tema Diversidade. Veja que o MEC vai abrir pesquisa sobre Interculturalidade; Subjetividades e Alteridade; Mídias na Diversidade; Diversidades & Relações etnicorraciais; Diversidades & Desigualdades; Diversidades & Pessoas com Deficiência; Diversidades & Diferenças Geracionais; Diversidades & Infância e Adolescência; Diversidades & Regionalidades; Diversidades & Religiosidades; Diversidades & Sexualidade; e Diversidades & Gênero. O EC MEC ainda vai premiar iniciativas de combate ao bullying lgbtfóbico nas escolas de ensino fundamental.

Mesmo assim o “foca” acha que isso não é notícia. Tampouco acho válido contar a Iniciativa da secretaria Ivana Siqueira, criando um pacto pelos direitos humanos no ensino superior, que já tem quase 300 universidades conveniadas.

Lá no Ministério dos Direitos Humanos, além da inédita criação de um Diretoria de Diversidade, a secretária Flavia Piovesan lançou um pacto nacional contra a violência LGBTfóbica e organizou uma campanha contra o preconceito, que, só esta, teve orçamento de 1,5 milhões de reais. O repórter também não pesquisou que o MDH realizou o Fonatrans, dando visibilidade para mulheres trans e negras.

No MinC (Ministério da Cultura), trouxemos de volta o comitê técnico LGBT e entre as atribuições do Comitê Técnico estão: apresentar subsídios técnicos e políticos para apoiar a implementação de políticas culturais voltadas para a população LGBT; propor diretrizes, ações e estratégias de atuação para o fomento, reconhecimento, valorização, intercâmbio e difusão das produções, manifestações e expressões artísticas e culturais de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e demais grupos da diversidade sexual.

Além disso, o MinC criou um edital especifico para comunidade LGBT, que recebeu inclusive moção de apoio do Conselho Nacional LGBT. Ainda lançou um edital para mulheres cineastas (contra o machismo). Na saúde vimos pela primeira vez uma campanha para LGBTs , que falava sobre PEP e PREP (medidas inovadoras e profiláticas) e ainda uma corajosa campanha com a atriz dragqueen Pablo Vittar. Vale lembrar que o ex ministro Padilha, da gestão anterior proibiu campanha de HIV para LGBTs.

Para finalizar, o Governo federal acaba de patrocinar um grande encontro, com lideranças, ativistas, gestores, dentro do Ministério de Direitos Humanos, para discutir a pauta dentro dos três poderes.

Reuniãqo Aliadas
gov-lgbt

Encontrou algum erro no post? Fale pra gente!