A Netflix pediu para avisar ao mundo todo que não está de brincadeira. Em entrevista à Variety, o diretor de conteúdo da empresa, Ted Sarandos, revelou que o serviço de streaming deve investir cerca de US$ 7 bilhões (R$ 22,14 bilhões) em conteúdo original no ano que vem.

Ted disse ainda que o investimento em 2017 deve chegar a US$ 6 bilhões, e que em 2015 ele chegou a US$ 5 bilhões. “A grande maioria desse valor vai para o licenciamento de conteúdos”, comentou. Isso se refere a programas que a Netflix “compra” de outros produtores para disponibilizar a seus assinantes. “Ainda deve levar uns dois anos até chegarmos a 50-50”, concluiu. Por “50-50”, Sarandos se refere a ter metade do conteúdo do serviço produzido pela própria empresa.

No total, o serviço já tem mais de 104 milhões de assinantes em 190 países. No entanto, eles ainda não conseguiram entrar na China e, segundo Sarandos, “isso não deve acontecer muito cedo”. Mas de acordo com ele, há outros mercados dando retornos impressionantes à empresa – e o Brasil é um deles. “A América Latina tem sido um foguete para nós”, comentou.

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O valor de US$ 7 bilhões pode parecer arriscado, mas o fato é que a Netflix geralmente tem bastante retorno com os seus investimentos em conteúdos originais. No pior dos casos, a empresa pode cancelar uma série na sua primeira ou segunda temporada, como aconteceu neste ano com “Sense8”, “Girlboss” e “The Get Down”.

Segundo Sarandos, nesses casos eles sempre oferecem aos diretores uma oportunidade para encerrar a história. No caso de “Sense8”, foi ele quem sugeriu um episódio final de duas horas para a série. Inicialmente, a diretora da série, Lana Wachowski, recusou a oferta; em seguida, vendo os lamentos dos fãs com o cancelamento do programa, ela reconsiderou e fez um episódio final de duas horas.

Vale lembrar que, recentemente, a Netflix também fez sua primeira aquisição, comprando a empresa Millarworld, uma editora de quadrinhos. Com isso, ela deve entrar de cabeça no universo dos super-heróis sem precisar depender da Marvel. Conteúdo original, afinal, é uma das principais metas de Sarandos. “Quanto mais sucesso a gente tem, mais ansioso eu fico quanto à disponibilidade das redes de licenciar seu conteúdo para nós”, diz.

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