Já sabemos o quão grave são os números de novos casos de infecções de HIV e Aids no Brasil – e no mundo, hoje, são 37 milhões de pessoas portando o HIV, segundo a Sociedade Internacional de AIDS (IAS, em inglês).

A grande novidade nisso tudo é de que bactérias vaginais podem potencializar o risco do HIV. E não para por aí: a composição do microbioma peniano também tem sua importância nisso.

As informações são fruto de um estudo publicado pelo periódico científico mBio. Nele, são mostrados resultados de um estudo de dois anos sobre a circuncisão. A análise de bactérias no prepúcio de pacientes da Uganda mostrou que entre os 182 pacientes não circuncisados, 46 adquiriam HIV, enquanto 136 não se infectaram.

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Apesar de todos eles terem a mesma quantidade de bactérias no pênis, quem contraiu o vírus tinha índices menores de tipos de bactérias que sobrevivem sem oxigênio, chamadas de organismos anaeróbios.

Segundo os pesquisadores, os resultados abrem precedentes para que no futuro haja a possibilidade de controlar algumas bactérias do pênis com um antimicrobiano, reduzindo os riscos de infecção por HIV.

Hoje, a doença não é mais o bicho de sete cabeças de tempos atrás, tendo métodos de controle mais eficazes que os coquetéis de comprimidos diários. Paralelo ao aumento de casos de infecção, entretanto, o índice de mortes relacionadas à doença nos últimos 16 anos caiu 12% na América Latina – e entre 2005 e 2016, em nível global, a queda foi de 48%.

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