Ainda que a Igreja Católica venha dando passos a favor da diversidade, como já pudemos constatar em recentes atitudes do Papa Francisco, boa parte dela não parece disposta a mudar seu posicionamento retrógrado.

O Arcebispo da Igreja Católica de Sidney, na Austrália, Anthony Fisher, está liderando um grupo que faz campanha pra que a população vote “não”, no plebiscito que deve decidir se a união homoafetiva deve ser permitida no país.

A Austrália é um dos países mais católicos com mundo, com mais de 5 milhões de fiéis. Em entrevista, o arcebispo afirmou que a aprovação traria consequências graves: “Muitas pessoas acham que redefinir o matrimônio não vai afetá-las. Eu digo que vai afetar a todos os australianos. Outras partes do mundo que legalizaram o casamento do mesmo sexo acabaram coagindo e constrangendo os que acreditam no casamento tradicional. Seria ingênuo pensar que isso não aconteceria aqui.”

E por mais bizarro e incoerente que pareça, ele continuou: “ O casamento é centrado e ordenado para o bem estar dos cônjuges e das crianças. Um casamento entre homem e mulher é complementar. Suas diferenças físicas espirituais, psicológicas e sexuais mostram que homem e mulher são destinados um para o outro no único tipo de união que gera filhos que são carne da sua carne”.

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É isso mesmo pessoal, em uma fala, o arcebispo australiano condenou uniões de heterossexuais que não procriam, seja por opção ou razões de saúde, e também união heterossexuais da terceira-idade, afinal, não geram frutos também. Isso sem falar que ele se esquece dos milhões de crianças abandonadas por casais heterossexuais e acabam sendo adotadas e bem criadas por casais homoafetivos.

Finalizando seu discurso, essa verdadeira máquina de vomitar asneira, digna de uma vaga cativa de convidado no Superpop da Luciana Gimenez, ainda afirmou: “Uniões do mesmo sexo são de um tipo muito diferente. Tratá-las da mesma maneira cria uma injustiça e ignora valores que os casamentos reais possuem”.

A bíblia deste senhor certamente veio com defeito, não? Faltando a página do “não julgar” e “amai-vos uns aos outros” certamente…

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