Eu sou virginiano. Também conhecido como uma bomba nucelar ambulante. Acontece que sou do tipo de pessoa que vai guardando, vai guardando e, quando explodo, meu amor, é melhor você correr. Não me orgulho disso, mas estou aprendendo a lidar com essa realidade da minha vida.

Mas porque estou falando isso? Bom, é que, recentemente, descobri um pensamento bem bacana de um psicólogo fodão, chamado Jeffrey Bernstein, que é especialista em terapia para casais.

Segundo o especialista, existe uma palavra que, apesar de parecer inofensiva, pode desencadear discussões em grande parte dos casos. Ele conta que, mesmo sem querer, esse termo é usado frequentemente e, quem o pronuncia, costuma se arrepender, por acabar trazendo negatividade para a relação. Você tem algum palpite de qual seja? A palavra é: “deveria”.

“Consistentemente com os dogmas da terapia cognitiva, eu acredito que a palavra ‘deveria’ gera uma dinâmica controladora e julgadora. Pensar ‘deveria’ sobre uma pessoa que você ama, ou estar do outro lado, recebendo um ‘deveria’, cria uma energia negativa e, com o tempo, pode ser tóxico para qualquer relacionamento – especialmente um amoroso”, disse ele ao Psychology Today.

Além das palavras pronunciadas que atrapalham a comunicação do casal, o psicólogo acredita que esse termo possa ser responsável por criar pensamentos tóxicos. “Se você puder substituir os seus ‘deveria’ por ‘gostaria’, muitos pensamentos tóxicos poderiam ser evitados. Tente: em vez de dizer ‘você deveria saber como eu me sinto’, diga ‘eu gostaria que você me escutasse nisso’. Em vez de ‘você não deveria trazer isso à tona’, tente ‘eu gostaria de considerar o que você está dizendo. Por favor, deixe-me pensar nisso por um tempo, antes de responder'”, explica ele.

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