O que seria da humanidade sem as experiências de vida individuais, que ajudam a moldar o que somos e apontar para qual direção devemos caminhar?

É fato que todos nós carregamos bagagens emocionais que definem nossas ações diante da vida e das outras pessoas. São conceitos que se formaram muito antes do nosso nascimento, herança da educação e das influências que tivemos desde crianças. Todo esse contexto se reflete à forma como olhamos para nós mesmos, tendo grande impacto na nossa autoestima.

Amadurecemos quando nos determinamos a analisar que tipo de bagagem queremos carregar, ou seja, quando entendemos que alguns paradigmas já não nos servem mais e precisam ser quebrados. É nesse momento que assumimos as rédeas de nossas próprias vidas e saímos em busca de nós mesmos.

Confira algumas razões prováveis para a sua baixa autoestima:

Sentimento de rejeição

Você pode estar transferindo para a sua vida atual algum momento do passado em que se sentiu desprezado. Isso pode ter sido na infância, tanto na família como no ambiente escolar. Algo que tenha marcado de forma traumática a sua criança interior e que você não tenha superado. Também pode ter origem na vida adulta com o fim de um relacionamento ou desprezo por parte da pessoa amada.

Exemplo: “Ninguém me ama”, “Ninguém me quer”, “Estou sozinho”, “Não tenho importância para ninguém”, “Estou perdido”.

Crenças limitantes

São influências positivas e negativas que vamos acumulando com o passar dos anos, formando nossos modelos mentais e percepções do mundo. Acontece que nem sempre essas percepções são verdadeiras, embora as tenhamos como tal. Por isso tudo o que acreditamos de negativo, sobre nós mesmos e a vida, precisa ser repensado.

Ideias do tipo: “Eu não consigo”, “Eu não sou capaz”, “A vida é difícil”, “Não adianta”, “O mundo é cruel”, “As pessoas não prestam”, etc.

Relacionamento tóxico

Conviver com pessoas que só enxergam o lado negativo de tudo, agressivas e infelizes minam os bons sentimentos e enfraquecem emocionalmente. O pior é que cria-se um ciclo vicioso, pois, a pessoa com baixa autoestima acredita que merece ser tratada dessa forma e atrai para si relacionamentos difíceis e desmotivadores.

Sentimento de culpa

Todos nós cometemos erros. Todos nós fazemos coisas pelas quais nos lamentamos. Mas falhar não significa que você é um fracasso ou que não faz nada certo. Não deixe que as suas experiências ruins substituam as boas. Suas qualidades não desapareceram porque você cometeu um ato que a sua consciência reprova. O arrependimento só tem sentido quando buscamos redimir-nos do erro, não voltando a cometê-lo. Não deixe que isso impeça você de redimir-se e amar a si mesmo. Lembre-se que você ainda é uma pessoa amável, independentemente de seus erros.

Avalie essas razões e reflita se elas se enquadram na sua vida. Reconhecer isso é o primeiro passo para iniciar um processo de transformação íntima que provocará grande satisfação interior. O desenvolvimento da estima por si mesmo acontece a partir daí.

Veja também:

Encontrou algum erro no post? Fale pra gente!