Foi-se o tempo que a Apple realmente inovava em seus produtos. Na corrida desenfreada da tecnologia, ganha quem copiar melhor a ideia do outro. E é exatamente isso que a empresa americana deve fazer com sua próxima geração do iPhone.

De acordo com Mark Gurman, jornalista da Bloomberg que ganhou notoriedade por revelar informações da Apple antes do lançamento, o novo celular vai apresentar um design livre de bordas, com vidro e aço ou alumínio revestindo todo o seu exterior. O aparelho também deve abandonar o botão Home, contando ainda com um painel OLED. Ou seja, similaridades e características já existentes no Galaxy S8, da arquirrival Samsung.

Mas não fique pensando que se trata apenas de um cenário de plágio. A Samsung  faz parte da cadeia de produção do iPhone há anos, então a empresa coreana tem acesso aos planos da Apple antes do lançamento. Isso daria à fabricante a oportunidade de replicar as características antes de a concorrente chegar ao mercado.

Segundo Gurman, o novo iPhone deve ter alguns recursos que podem ajudar a diferenciar os dois aparelhos. Isso inclui múltiplas câmeras na frente e atrás do celular para fins de realidade aumentada, o que pode ser similar ao que já vimos em celulares compatíveis com a tecnologia Tango, do Google.

O ano de 2017 é bem especial para a Apple, que deve lançar três iPhones novos. Os dois primeiros serão apenas atualizações dos iPhones 7 e 7 Plus, enquanto o terceiro terá as “inovações”citadas anteriormente. Seu tamanho físico deve se aproximar do iPhone 7, mas o display deve estar próximo do 7 Plus, em diagonal de tela. Isso deixaria pouquíssimo espaço para bordas e, portanto, para o botão Home e o Touch ID.

Para solucionar esse problema, o botão Home deve ir embora, mas o Touch ID não mudaria de lugar. A partir de agora, o sensor de impressão digital deve estar embutido na própria tela, o que até hoje não foi feito por nenhuma empresa por ser muito complexo. Especula-se que a Samsung tinha planos similares para o Galaxy S8, mas acabou não conseguindo e, de última hora, moveu o sensor para a parte traseira do smartphone.

A questão é que até o momento ninguém conseguiu aplicar o conceito, que usa tecnologia ultrassônica, em um produto por questões de confiabilidade. A Qualcomm apresentou tal recurso ainda no ano passado, mas nenhuma empresa apostou nele até então. Resta esperar se a Apple realmente será a primeira a superar a barreira técnica e se isso trará qualquer ganho funcional ou se seria mais prático e eficiente simplesmente mover o sensor para a traseira do celular.

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Via Olhar Digital

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