Amor & Sexo

3 motivos que podem estar por trás da falta de sexo entre um casal

Eu sou um cara bem tranquilo (sexualmente falando) quando estou solteiro. Agora, quando tô com o namorado enlaçado, gosto de fazer sexo pelo menos umas três vezes por dia. Claro, nem todo mundo acompanha o nosso ritmo, mas se rolar pelo menos uma trepadinha por dia, fico super feliz e satisfeito.

Eu acho que você também deve passar por isso, principalmente no começo do relacionamento, onde tudo são flores. No entanto, pra muita gente, a rotina sexual do casal tende a diminuir com o passar do tempo. Em alguns casos, inclusive, determinados casais chegam a passar longos períodos sem relações sexuais.

Mas será que isso é motivo de preocupação? Corremos o risco de que a relação fique morna demais e se transforme em uma espécie de amizade?

Segundo Jill Blakeway, que escreve sobre o assunto e atende em sua clínica de acupuntura inúmeras pessoas que afirmam não manter relações sexuais com seus parceiros, a abstinência sexual pode realmente prejudicar a relação. Em uma de suas pesquisas sobre o tema, ela descobriu que há pelo menos 40 milhões de pessoas norte-americanas que são comprometidas, mas não fazem sexo.

Diante de um número tão significativo, nos resta questionar: por que tantas pessoas deixam de fazer sexo com seus parceiros? O que será que faz com que, com o passar do tempo, os ânimos entre os casais diminuam tanto?

Blakeway fez um resumão dessa treta e listou três motivos principais à revista Time. Confira!

Exaustão

Pessoas que têm vidas muito agitadas, trabalham muito, estudam, cuidam das tarefas domésticas, dos filhos, vão à academia e vivem sem muito espaço para descanso tendem a não encontrar tempo e disposição para o sexo também.

Quando vão para a cama, tudo o que realmente desejam é uma boa noite de sono mesmo. Essas pessoas muitas vezes não aproveitam nem o fim de semana para o rala e rola, já que, ainda cansadas, preferem descansar mesmo – ou, em muitos casos, trabalham também aos sábados e domingos.

Nessas situações, o ideal é que a pessoa encontre um tempo semanal para o sexo e mantenha esse “compromisso” – depois de um tempo, a frequência sexual vai deixar o casal mais próximo e mais satisfeito.

Estresse

De acordo com Blakeway, pessoas muito estressadas, especialmente as mulheres, tendem a ter menos libido, já que a estimulação sexual feminina tem grande relação com o estado mental. O problema do estresse é que ele geralmente nos impede de focar em estímulos prazerosos. Se esse for o caso, sessões de meditação, yoga e acupuntura podem ajudar a resolver o problema.

Autoestima

Infelizmente, vivemos em uma sociedade que hipervaloriza corpos “perfeitos”. Ao comparar nossos corpos com os de pessoas que estão nas capas de revistas, acabamos criando inseguranças com a nossa própria forma física, o que pode atrapalhar a vida sexual. Para piorar, muitos casais jovens têm na pornografia um modelo de relação sexual, sendo que esse tipo de produção, na maioria das vezes, é totalmente artificial.

Para resolver esse problema, é preciso que o casal mantenha diálogo e que fique claro que modelos e celebridades têm acesso a técnicas caras de beleza e muitas vezes fazem cirurgias plásticas – em muitos casos, suas imagens ainda são retocadas pelo Photoshop, então é realmente difícil concorrer com elas.

O sexo entre casais que realmente se amam não tem a ver com perfeição estética, mas sim com intimidade e realidade. Blakeway aconselha que quem se sentir inseguro com seu corpo, foque em partes específicas em vez de avaliarem negativamente o todo. Aos poucos, com confiança e com a certeza de que cada corpo é único e bonito, a autoconfiança vai surgindo.

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Fonte: Time

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Sobre o autor

Nelson Sheep

Nelson Sheep

Editor-chefe no Superpride, youtuber, editor, produtor e diretor do canal Põe na Roda. Formado em Rádio e TV pela Universidade Anhembi Morumbi, trabalhou com jornalismo econômico por 6 anos e fugiu para o mundo dos blogs para estimular o pensamento dos outros. É um ouvinte de primeira.