Por experiência própria, principalmente pelo meu trabalho no Põe na Roda, eu tenho observado que os nossos jovens estão cada dia mais abertos em relação a sexualidade e identidade gênero. Aqui em casa, tenho uma adolescente que está nessa fase de descobrimento e experimentação que todos nós já passamos um dia. E a grande diferença é que ela e seus colegas sofrem muito menos repressão do ciclo social em que vivem, do que a minha geração já sofreu um dia. Claro, não podemos generalizar, afinal, o Brasil ainda é o país mais homofóbico do mundo, mas essa é uma realidade visível.

Dito isso, a gente encontrou um estudo feito pela ONG Ditch The Label, que entrevistou mil jovens entre 13 e 26 anos, nos Estados Unidos e na Inglaterra, sobre suas sexualidades. Do total,  57% dos entrevistados disseram não se identificar com a definição tradicional de “heterossexual”. O levantamento também descobriu que 47% deles não gostam de ser rotulados como “hétero”, “gay” ou “lésbica”.

Outros dados interessantes que a pesquisa mostrou é que 76% das pessoas não acham rótulos relevantes, dizendo que as pessoas “deveriam poder namorar quem eles quiserem”. E que 93% dos entrevistados acham que é bom explorar a própria sexualidade.

“Eu acho que dando visibilidade a pessoas que uma vez foram excluídos da sociedade passa uma mensagem clara e positiva: a sexualidade não é algo ‘sujo’ ou que deveria ser escondido”, diz Liam Hackett, fundador e CEO da organização.

E por falar nesses jovens inspiradores, se liga nesse vídeo…

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