Demorou mas saiu. Depois de ficar um tempo sem lançar nada de novo, leia-se material novo sem ser “Rise“, que foi feita para as Olimpíadas Rio 2016, Katy Perry está de volta.

Há alguns dias, a cantora liberou o single “Chained To The Rhythm“, que tem uma pegada pop misturada com reggae. A faixa pode até não ter atendido as expectativas nas vendas, mas é uma crítica social criada pela cantora.

Tudo começou com o lyric video oficial que a mesma lançou no dia 9 de Fevereiro. A produção, que já ultrapassou 30 milhões de views, mostra um pequeno hamster e uma mão.

Fica claro que a mão é o que a sociedade faz, nos manipula para que vivemos a vida que os outros querem. O fato do hamster estar de frente para televisão vendo outro correndo é a representação da alienação no mundo, onde mais uma vez, somos manipulados a coisas vazias.

Explicando bem por cima, partimos para o clipe oficial. Katy está em um parque de diversão chamado Oblivia. Nome o qual os fãs acham que seja o nome do quarto álbum de estúdio da cantora. Porém isso não passa de suposições e rumores.

Logo no começo, vemos algumas mulheres com (o que parece ser) tablets tirando fotos. Aqui vemos uma referência claro ao fanatismo pelas redes sociais. É comum vermos pessoas postando coisas aleatórias na internet para intreter seus seguidores.

Também é possível ver um algodão doce em formato de bomba atômica. O que representa a ambição do homem em querer comandar a terra ao ponto de ter o poder de destruí-la.

Logo em seguida, um casal aparece dentro de um pequena casa. Este é o sonho americano de uma vida perfeita. Uma vida bem sucedida, filhos, uma esposa que fica em casa para cuidar de tudo.

A cantora segue com seu parceiro para uma montanha russa. Apesar de cantar e se divertir, no final, Katy recebe uma nota bem inferior ao homem sentado ao seu lado. A referência ao machismo é feita aqui. “Love Me”, dá a entender que a vida se resume em likes.

Assim como em sua apresentação no Grammy, o muro branco está de volta. Esta é a representação do muro que Donald Trump, novo presidente dos Estados Unidos, quer fazer para a retirada de imigrantes do país.

Katy chega a um tipo de posto de gasolina nomeado de “Inferno”. Ali, ela e algumas pessoas ingerem uma bebida pegando fogo. Aqui pode ser uma crítica a má alimentação nos dias de hoje.

A roda está de volta, assim como no lyric video, mas dessa vez pessoas aparecem correndo. Negros e asiáticos são os únicos que não conseguem se manter em pé. Katy se une ao grupo de pessoas para assistir aquele momento. Todos parecem seguir um padrão mas a mesma não.

Katy se vê na grande roda seguindo o sistema. No clipe se encerra com ela percebendo que TODOS estão presos ao ritmo. O título do single não é uma referência ao ritmo de dança e sim ao ciclo da vida.

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