Um levantamento do GGB – Gupo Gay da Bahia – revelou um dado alarmante: 340 LGBTs foram mortos em 2016 única e exclusivamente por crimes de ódio apenas por conta da orientação sexual ou identidade de gênero da pessoa. É quase uma vítima por dia, sendo até então, o maior número já registrado na história.

Pra se ter ideia do aumento, em 2015 foram registradas 318 mortes. O antropólogo fundador do CGB, Luiz Mott foi categórico ao afirmar que nunca chegamos a este número. Mas existem razões para explicar este aumento? Ele explica: “O aumento se deve a várias razões, como a grande onda conservadora pela qual o mundo passa no momento e também o número cada vez maior de pessoas que não vivem mais no armário, assumem sua sexualidade ou identidade de gênero e vivem sua vida”.

Além disso, hoje existem muito mais homossexuais e trans saindo do armário e Paradas LGBT tem grande visibilidade. Claro que isso é ótimo e positivo sendo parte fundamental do caminho por um mundo sem preconceito no futuro, mas por outro lado isso também torna estas pessoas mais expostas e vulneráveis enquanto ainda há uma grande leva de preconceituosos e ignorantes por aí.

Fora o número maior de LGBTs assumidos hoje em dia, vale levar em consideração que este tipo de crime antigamente não costumava nem ser registrado ou qualificado como “crime de homofobia”. Cada vez mais se tem consciência desse tipo de ódio específico e a isso também deve-se em parte o aumento no registro.

O estudo revelou que maior parte das mortes (195) aconteceu em via pública por tiros (92), facadas (82), asfixia (40) e espancamento (25), entre outras causas violentas. O assassinato de gays lidera a lista com 162 casos, seguido por travestis com 80 casos, transexuais femininas sendo 50 casos e transexuais masculinas 13 casos.

O Grupo Gay da Bahia realiza estes estudos recebendo informações das mortes opor outros órgãos e também por parentes das vítimas e familiares, além de casos expostos pela imprensa. O levantamento é reconhecido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos.

Em tempo, o Põe Na Roda já lançou alguns vídeos sobre LGBTs que sofreram violência e até foram expulsos de casa. Assista abaixo:

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