Às vezes, a gente acha que sabe absolutamente tudo sobre pênis, afinal, muitos de nós têm um entre as pernas. No entanto, nesse universo fálico, existe uma dúvida bastante recorrente: a circuncisão masculina.

Trata-se de uma prática realizada há mais de 15 mil anos em diversas culturas do mundo e por diversos motivos, sejam eles étnicas (como nos Estados Unidos e em alguns países africanos), religiosos (como os judeus e muçulmanos), ou médicos (quando há fimose). Homens de todas as idades podem fazer, de bebês até adultos.

A circuncisão caracteriza-se, basicamente, pela remoção da pele sobressalente que cobre a glande, “cabeça do pênis”. Ela pode ser realizada através de uma cirurgia ou pela interrupção da circulação do sangue na região. Assim, a pele excedente morre e cai sozinha.

A operação é simples e dura entre 5 e 10 minutos nos recém-nascidos e aproximadamente uma hora nos adultos. Em apenas uma semana, o paciente está curado e com todas as funções do pênis normalizada.

Geralmente, o procedimento cirúrgico é realizado por médicos no segundo dia do nascimento dos bebês. No caso dos jovens ou dos adultos, ele é mais arriscado e pode ser recomendado para ajudar na cura de infecções no órgão ou no tratamento da fimose, condição em que o homem não consegue recolher a pele do pênis.

No entanto, devido à maior complicação que esta circuncisão pode representar, é recomendável que os pais detectem a fimose nos meninos ainda criança, para que ela possa realizar-se mais cedo.

A circuncisão de adultos pode ser mais dolorosa do que em crianças por uma série de fatores. O primeiro é que, no pós-operatório, as ereções noturnas (normais e saudáveis em homens adultos) podem tornar-se muito dolorosas e provocar a o rompimento dos pontos da sutura.

O segundo é que os adultos demoram mais tempo a habituar-se à condição de circuncidados, podendo ter que mudar hábitos, principalmente no uso de cuecas, devido à extrema sensibilidade da glande até então protegida e ora exposta, até que com o tempo essa sensibilidade naturalmente se reduza.

No caso de homens que já tenham tido vivência sexual pode haver, por comparação que não ocorre em crianças, frustração pela perda de sensibilidade erógena, tanto da própria glande quanto pela perda dos receptores nervosos existentes na superfície interna do prepúcio.

O importante é que você saiba que estudos apontam benefícios para a saúde, como, por exemplo, a redução dos riscos de infecções urinárias e uma diminuição nas chances dos homens de se contaminarem com doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, além de prevenir contra o câncer peniano, balanite e balanopostite, inflamações na região.

E por falar em bebês…

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