Apesar da crescente violência no Brasil, inclusive homofóbica, como foi revelado no último levantamento de mortes de gays, lésbicas e transexuais no país em 2016, a maioria da população concorda que o porte de arma deve permanecer ilegal por aqui.

Coisa que não acontece nos Estados Unidos, o maior consumidor de armas de fogo do planeta. Por lá, qualquer cidadão tem o direito de andar armado, com total respaldo da legislação. Não é à toa que a gente sempre se depara com atiradores em série, que invadem escolas, cinemas e matam dezenas de pessoas de uma única vez.

Quando aconteceu o ataque à discoteca Pulse, em Orlando, em junho passado, O presidente Obama apelou para que houvesse leis mais rígidas em relação à posse e uso de armas. No entanto, um grupo de defesa dos direitos LGBT, os Pink Pistols, acaba de defender que ao invés de restringir o uso de armas a comunidade gay deveria andar armada para se proteger de possíveis ataques.

“Não sou contra o uso de armas depois do que aconteceu no Pulse. Embora me tenha tocado profundamente penso que devemos ser capazes de nos proteger a nós próprios”, afirma um elemento do grupo, Maria Rodriguez, defendendo ainda que se as pessoas que estavam na discoteca tivessem uma arma consigo poderiam se ter salvo.

“Teria sido menos devastador”, considera, citada pelo New York Post. O grupo Pink Pistols teve início em 2000 depois de se ter assistido a um aumento dos crimes contra a comunidade LGBT.

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