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Oscar é acusado de racismo, enquanto Netflix transborda diversidade

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Pedro HMC

É mais do que justa a indignação de muitos ativistas, atores de Hollywood e boa parte do público em geral ao saber que, pelo segundo ano seguido, apenas atores brancos estão na disputa pela estatueta mais cobiçada do cinema mundial, o Oscar.

E com as redes sociais, fica cada vez mais difícil conseguir abafar qualquer indignação popular. Prova disso, é que a própria academia do Oscar, que tentou ignorar o assunto no início, já reconheceu o erro e prometeu uma reforma em seu júri, que de 5 mil pessoas, é composto em mais de 90%, por homens brancos.

A presidente do Oscar, Cheryl Boone Isaacs, garantiu que, a partir do ano que vem, o juri deverá incluir latinos, negros, homossexuais e outras minorias. Mesmo assim, diversos artistas já informaram que não vão comparecer na cerimônia, dentre eles, Jada Pinkett, Jada Smith, Will Smith, e o diretor Spike Lee.

O curioso é que, enquanto o Oscar e Hollywood ainda ficam na promessa de lutar por mais inclusão, produções da Netflix, por exemplo, transbordam no quesito diversidade (e isso não é um publieditorial, mas apenas um reconhecimento sincero).

Orange is the new black, Grace & Frankie, Sense 8, Jéssica Jones, Narcos, Degrassi… São muitos os exemplos de filmes e séries próprios da gigante do conteúdo on-demand, que incluem não apenas negros, mas também idosos, pardos, gays, lésbicas, transexuais e latinos.

Grace & Frankie é incrível e tem 4 protagonistas da terceira idade. Em Orange Is The New Black, pelo menos metade do elenco é composto por negros e latinos. Sense 8 tem, sem sombra de dúvidas, a maior diversidade na escolha de um elenco protagonista. Isso só para citar alguns exemplos.  Claro que é injusto dizer que não há tentativas louváveis disso fora da Netflix. Algumas novelas brasileiras recentes e muitos filmes e seriados americanos já inserem estes personagens em suas tramas há algum tempo. Mas na maior parte das vezes, eles não estão ali de maneira natural, como já acontece no Netflix e na vida. São sempre minoria, uma excessão à regra, quase como se entrassem apenas por uma política de cotas.

O êxito da Netflix em suas produções, mostra que é possível sim fazer entretenimento relevante e de qualidade, incluindo a todos, sem que isso signifique abrir mão de sucesso comercial e de público.

Como prova, vale a pena dar uma olhada na imagem abaixo, onde pode-se comparar os protagonistas do Oscar 2015 com muitos dos protagonistas das produções da Netflix. Mais uma vez fica provado à mídia tradicional e aos veteranos, que o mundo felizmente já é outro. E quem não acordar pra isso, não será mais perdoado.

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Assista também: 12 Perguntas para o elenco de “Sense 8”

Entrevista com elenco de “Orange Is The New Black” na Parada LGBT de SP:

 

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Sobre o autor

Pedro HMC

Pedro HMC

Autor do livro "Um Livro Para Ser Entendido", que desmistifica e explica questões do mundo gay para todos os públicos (compre aqui: https://goo.gl/6au4tf). Criador Põe Na Roda (http://youtube.com/poenaroda). Roteirista dos programas Furo MTV (2010 - 2012) da MTV Brasil, CQC da Band, Amor & Sexo e Adnight da TV Globo. Eterno fã das Spice Girls e marido do Nelson, mas ai de quem acusar de nepotismo!

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