Você sabia que em São Paulo existe um grupo de gays do mercado financeiro, que promovem encontros frequentes para falar de investimento?

Pois esqueça completamente a ideia de festa, pegação, e divas pop, no Inner Circle, os caras passam horas trocando experiências profissionais entre seus mais de 400 membros. O grupo é fechado e as reuniões rolam mensalmente em um bar de São Paulo.

“Dificilmente você vai ver dois caras se beijando aqui. Não é esse o foco da festa”, garante Henrique Castro, 27, que trabalha na área de investimento do banco espanhol Santander e é um dos entusiastas do Inner Circle, grupo formado por executivos gays do mercado financeiro.

Em entrevista ao colunista Paulo Sampaio, do Glamurama, Castro diz que a ideia é reunir integrantes da área para tomar drinques, incrementar o networking e trocar ideias sobre ações, taxa de juros, aplicações, rendimentos, fusões e aquisições.

A matéria, que foi publicada na PODER, esteve na comemoração dos três anos do grupo. Até seis meses atrás, os encontros eram no bar Skye, que funciona na cobertura do hotel Unique, cinco-estrelas localizado na zona sul de São Paulo. Agora, passaram a ser no Chez Oscar, bar no coração dos Jardins, bairro nobre da zona oeste.

De acordo com o dicionário Michaelis, inner significa íntimo, secreto. Para fazer parte do grupo é preciso ser indicado por algum dos membros e, ainda, aceito pelos precursores. Entre os critérios, segundo Castro, está “ser uma pessoa normal, que por acaso gosta de homem”.

“A gente sempre soube que havia demanda por um grupo que não se identificava com o estereótipo do homossexual. No Inner, ninguém precisa adotar a postura do gay que vai à balada. Aqui, não existe padrão de atitude”, diz Henrique Castro, porta-voz do grupo.

“Parece paradoxal, já que Castro solta expressões que indicam que os integrantes do grupo pertencem a um determinado extrato socioeconômico (“somos todos bem remunerados”; “ninguém aqui fala menos de três línguas”; “a maioria tem pós-graduação e formação no exterior”), o que sugere que os aspirantes a ingressar no círculo têm de apresentar credenciais à altura daquele segmento”, diz o jornalista em seu texto.

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