Segundo reportagem do jornal britânico Independent, um adolescente teria sido obrigado a ter relações sexuais com a própria mãe para ‘curar’ sua homossexualidade. Este é mais um caso de “estupro corretivo” que foi denunciado por um grupo de ativistas na Índia.

“Membros da família obrigaram um jovem gay a ter relações sexuais com a mãe, na tentativa de o tornarem heterossexual”, afirmou Deepthi Tadanki, que está produzindo um filme sobre o assunto.

Deepthi estava fazendo pesquisas sobre o tema, na cidade de Bengalore, quando se deparou com este caso e o de uma jovem lésbica que foi estuprada pelo primo, também com o intuito de ‘curá-la’.

O termo “estupro corretivo” (ou ‘violação corretiva’) surgiu na África do Sul para caracterizar estupros de homens e mulheres que os agressores acreditam ser homossexuais.

De acordo com a LGBT Collective, uma ONG indiana, foram registradas 15 violações corretivas nos últimos cinco anos. “Temos a certeza que há muito mais casos, mas não são reportados” afirma Vyjayanti Mogli, um dos membros da organização.

Grande parte dos agressores são membros da família. “Para as vítimas é traumatizante dizer que os irmãos/primos são os estupradores. Preferem apagar o incidente da sua memória e cortar relações com a família. Por isso é que estes casos quase nunca são reportados”, acrescenta Mogli.

Vale lembrar que a homossexualidade é um tabu em várias regiões da Índia. Em 2013, foi reposta uma lei que data da época do domínio do Império Britânico na Índia e que criminaliza as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. A pena pode ir até 10 anos de prisão.

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