As séries de TV americanas registraram um número recorde de personagens gays na temporada 2012. A constatação é da Glaad (Gay and Lesbian Alliance Against Defamation), organização de defesa dos direitos dos homossexuais, que vê na marca um indício de uma maior tolerância por parte do espectador americano.

O total de homossexuais, bissexuais e transgêneros nesta temporada é de 31. Juntos, eles representam 4,4% dos 701 personagens presentes nas séries transmitidas pelas cinco grandes redes abertas de TV dos Estados Unidos, de acordo com a contagem da Glaad. Em 2011, os homossexuais, bissexuais e transgêneros eram uma parcela menor do total, 2,9%. No ano passado, a porcentagem havia sido maior, mas mesmo assim menor que a atual: 3,9%. Na emissora aberta Fox, só a série musical Glee, criada por um autor assumidamente homossexual, Ryan Murphy, tem seis gays.

Mas a presença de homossexuais pode ser ainda maior na TV a cabo, onde há 61 no ar, segundo o relatório da organização, que não fornece um percentual para a TV paga. Pela primeira vez, o grupo estudou também a divisão de papéis por grupo étnico e de gênero: 44,5% dos personagens são femininos, 12% são negros e 4,1% são latinos.

“Este progresso reflete a mudança cultural na forma com que os homossexuais são percebidos no país”, afirma Herndon Graddick, presidente da Glaad. “O público quer ver em seus programas favoritos a mesma diversidade que em sua vida cotidiana.”

Com informações da agência France-Presse

Encontrou algum erro no post? Fale pra gente!